Esas persoas que se ignoran…

Hernán Casciari, que demostrou exitosamente como unir literatura e weblogs, escribiu hai meses un magnífico relato, de borgiana inspiración, onde nos fala desas estrañas redes internáuticas: “Esas persoas, que se ignoran, están salvando o mundo”. A través de Jorge Cortell atopei no seu momento ese bonito relato de Casciari.
Lembreime del esta semana ao ler o estupendo artigo de Débora Campos en Grial, canto comeza contando (.pdf) deses blogueiros galegos no planeta: “hai menos dunha década ningún destes homes e mulleres se cruzaría na vida con toda seguranza. Porén, hoxe todos eles, e moitos máis, están tecendo o corpo dunha galeguidade que non sabe de fronteiras nin de kilómetros”.

Sendo como é a Galiza um país de emigrantes, com uma diáspora tão grande, os limites da galeguidade não se podem circunscrever apenas a 4 províncias.
Com o salto à rede de redes, a galeguidade é tão global como a história da Galiza.
Num plano menos difuso, é de justiça assinalar que as sinergias da rede transladam-se mais tarde que cedo à Galiza física. Assim aconteceu em momentos recentes da nossa história como o «Prestige», a movilização contra a LOU, contra os incêndios, a conscienciação do DESTA VAI/HAI QUE BOTALOS…
Agora trabalha-se em editoriais em linha, projectos de e-learning, difusão do software livre, redes de locais associativos… Em sítios web como o PGL (aonde muita gente chegou desde os seus blogues, e onde muitos dos gestores têm blogue de seu) vê-se esta ilusão e ganhas de fazer cousas que se transladam à Galiza real.
Comment by Uz — November 23, 2006 @ 2:02 pm
Eu hoxe téñolle o día pesimista, pero gusto do seu optimismo
Comment by andaime — November 23, 2006 @ 8:50 pm
moitaz grazas! algunha vez, alguén me dixo que os pesimistas eran optimistas ben informados. Ainda así, eu tamén son optimista.
Comment by torredebabel — November 24, 2006 @ 1:14 pm