Esa gripe que vén polo “ave”

Antes de pasarse á sombra escura, como pode verse á beira en starwarsica referencia, Ratzinger tiña un amiguito que quedou no lado bo delafuerza: Leonardo Boff. Mentres o Papa alemán matina en restrictivos catecismos e levita en nubes de revesgada disquisición teolóxica, o vello franciscano brasileiro, referencia da teoloxía da liberación, anda a pé dos veciños do mundo e ademais de servir de azoute para as burocracias vaticanas mesmo teoriza da gripe aviaria apuntando alternativas conspiratorias:
“Hoje é sabido: a origem da gripe não provém de galinhas criadas ao ar livre mas das práticas avícolas industriais e pela utilização de subprodutos da criação avícola como ração industrial. A Fundação BirdLife demonstrou que o padrão de focos da gripe segue as rotas das estradas e das vias férreas e não as rotas dos vôos de aves migratórias. A gripe é consequência do manejo cruel que nós seres humanos temos feito com as galinhas confinadas. Ai está o nicho de reprodução do virus. É uma doença sistêmica. Ela demanda uma forma de relação com os seres vivos que não implique crueldade mas racionalidade e compaixão”.
